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Woody Allen recoloca Machado de Assis no cenário mundial com lista de favoritos

Woody Allen revelou os livros que influenciaram seu trabalho a jornal britânico
Woody Allen revelou os livros que influenciaram seu trabalho a jornal britânico

Woody Allen, um dos cineastas mais prolíficos da atualidade, surpreende por sua inovação e criatividade. Seu trabalho faz pensar: que influências compõem o imaginário de Allen? Essa dúvida foi sanada na última sexta-feira (6), quando o diretor revelou, ao jornal britânico “The Guardian”, suas cinco obras literárias favoritas — e surpreendeu o público brasileiro ao incluir, entre elas, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.

No depoimento, Allen revela ter recebido um exemplar do livro por um fã brasileiro, que o enviou a obra pelo correio. O diretor diz, ainda, que só leu o livro porque ele era “fino”. “Se fosse um livro grosso, eu teria descartado”, conta. Allen se assume chocado com o quanto a obra é moderna e original.

Carregado de sarcasmo, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é narrado em primeira pessoa pelo personagem, morto, que revê passagens de sua vida. Costuram os fatos críticas à elite da época, com sacadas criativas e irônicas — dignas de Woody Allen.

NOVA YORK E JAZZ

Outro livro que o diretor incluiu na lista é “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger. Allen afirma ter lido a obra por volta dos 18 anos, o que afetou suas histórias acerca de Manhattan e de Nova York em geral. Ainda compõem a lista “Really the Blues”, de Mezz Mezzrow, e Bernard Wolfe, “The World”, de SJ Perelman, e “Elia Kazan: A Biography”, de Richard Schickel.

Uma das maiores surpresas dessa lista, entretanto, é a não inclusão de uma obra em especial. “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, inspirou filmes de Woody Allen como “Crimes e Pecados” e “Match Point”. O próprio Allen afirmou, em entrevistas, que “Crime e Castigo” havia sido o único livro que lera. Mais uma ironia do diretor americano.

Fonte: Colherada Cultural

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