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Uma obra de referência / Acordo ortográfico

O primeiro passo foi dado em 2009, com o lançamento do livro “Acordo Ortográfico da língua portuguesa”. Pouco depois, os autores Frei Hermínio Bezerra e Zacharias Bezerra lançaram-se em outro desafio, com mesma temática e complexidade semelhante. O resultado é a obra “Acordo ortográfico – Vocabulário das palavras modificadas”, que chega às prateleiras amanhã, no lançamento que acontece na Livraria Cultura.

Cearense, há seis anos Frei Hermínio vive em Roma, Itália. Lá, é tradutor e secretário da língua portuguesa na Cúria Geral dos Capuchinhos, e autor da coluna semanal “Palavras, lógica e sentidos”, publicada às segundas-feiras, no Caderno 3 do Diário do Nordeste e voltada à análise etimológica de palavras do português – sobretudo, das oriundas do grego e do latim.

Junto com o irmão Zacharias, Frei Hermínio dedicou boa parte dos últimos anos ao trabalho de pesquisa sobre o acordo ortográfico que unifica a língua portuguesa no mundo, nos oito países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

“O primeiro livro traz as 21 bases do acordo explicadas, além de numerosos exemplos e exercícios práticos elaborados por Zacharias. Mas, quando lançamos, não demorou até que leitores sugerissem outro trabalho, dessa vez focado nas palavras modificadas em vez das regras”, recorda o Frei.

“Pensei que seria mais fácil, mas, no final, demorou dois anos. Precisei ler o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) inteiro, com mais de 800 páginas”, explica o autor.

Conteúdo

Assim, “Acordo ortográfico” traz uma lista com centenas de palavras alteradas segundo as novas regras (que tomam 45 páginas do livro), além do prefácio, da introdução e de um artigo com breve histórico da ortografia portuguesa, com a trajetória das diferentes intervenções e acordos a ela relacionados. Destaque-se ainda um quadro sinótico com as 21 bases do acordo, acompanhadas de breves explicações e exemplo – inclusive, de pontos obscuros do acordo.

“Elaboramos um folder com esse quadro, que pretendemos distribuir. É mais fácil de carregar e consultar”, ressalta Frei Hermínio. Há destaque, por exemplo, para a eliminação de acentos, palavras de dupla grafia e a hifenização – considerada pelo frei como uma das partes mais confusas e complexas do acordo ortográfico.

“Há três bases apenas sobre o uso do hífen, algumas com regras que não seguem lógica alguma”, critica o tradutor.

Minucioso

À Zacharias, professor de língua portuguesa, tradutor e mestre em Comunicação Social, coube a revisão do material enviado gradativamente pelo irmão, pela internet.

Ao todo, foram seis revisões, além daquelas realizadas pela editora – que é cearense – com a contribuição de dois revisores (Vessillo Monte e Kelsen Bravos). “O trabalho da Armazém da Cultura foi minucioso, durou quase um ano. Entregamos o livro a eles em maio do ano passado”, destaca o professor.

Já Frei Hermínio destaca o trabalho de diagramação, que conferiu ao livro um layout limpo, leve e, mais importante, eficiente na organização do conteúdo.

“O leitor localiza facilmente as informações de seu interesse. Em algumas páginas, há ainda dicas com curiosidades sobre vocábulos”, ressalta. A orelha de “Acordo Ortográfico” ficou a cargo do professor Deonísio da Silva, etimólogo e membro da Academia Brasileira de Filologia, segundo o qual o acordo ainda está “sujeito a chuvas e trovoadas. Suas imperfeições e contradições são muitas. Mas deve ser cumprido! E para isso é preciso conhecê-lo”, enfatiza.

Nesse sentido, o professor revela ter impressão de que ´prefacia um best-seller”. De fato, o livro revela-se bastante útil não somente para profissionais que lidam com a palavra, mas para estudantes, candidatos a concursos e qualquer pessoa interessada em ter uma fonte de consulta sobre as principais mudanças promovidas pelo acordo.

“Nesse momento, no Brasil, ainda estamos em fase de transição, mas a partir de janeiro de 2013 o acordo passa a vigorar”, frisa Zacharias. Depois do lançamento em Fortaleza, acontece outro em Brasília, no dia 22 de maio. Na Capital, “Acordo Ortográfico” também pode ser adquirido no Convento dos Capuchinhos, no Centro, na Av. Duque de Caxias, 235, no Centro.

Autores

Frei Hermínio Bezerra de Oliveira nasceu em 1945, em Quiterianópolis, Centro-Oeste do Ceará. Concluiu os primeiros estudos em Crateús e o ginásio no Convento dos Capuchinhos, em Messejana (Fortaleza). Cursou Filosofia no Convento dos Capuchinhos em Guaramiranga e na Universidade Estadual do Ceará, Teologia na Universidade Católica de Salvador e Psicologia na Universidade Federal da Bahia. Foi professor do Seminário da Prainha, em Fortaleza, e do Seminário da Arquidiocese de Teresina (PI).

Concluiu mestrado em Psicologia na Universidade Católica de Lovaina, Bélgica. É colunista do jornal Diário do nordeste desde 2005, onde já publicou mais de 3 mil palavras analisadas.

Zacharias Bezerra de Oliveira nasceu quatro anos depois, em 1949. Em Brasília (DF), cursou desde o então chamado ginásio até a graduação em Comunicação, com habilitação em jornalismo (UnB). Cursou mestrado em desenvolvimento e Meio Ambiente na Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi repórter e assessor de comunicação em diferentes empresas e órgãos. É professor, tradutor e funcionário aposentado do Ministério das Relações Exteriores.

Fonte DN

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