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TV Cultura lança programação 2011 com ênfase na educação

Após um ano no papel de vidraça, a TV Cultura tenta retomar as rédeas da própria imagem. E melhorá-la.

Em evento realizado na manhã de ontem no cinema do shopping Bourbon, em São Paulo, a emissora jogou fora os trajes de prima pobre das TVs e, a exemplo do que fazem as redes comerciais, reuniu a imprensa para apresentar a grade de programação de 2011.

Na tela, o menino Júlio e a galinha Zazá, do “Cocoricó”, fizeram as vezes de apresentadores de um bem editado “pot-pourri” com trechos dos 25 novos programas que passam a ir ao ar neste mês.

Os mestres de cerimônia parecem escolhidos pela popularidade, claro, mas também pelo significado.

É, sobretudo, pelo segmento infantil, que em outras épocas foi grife na emissora, com programas como “Mundo da Lua” e “Castelo Rá Tim Bum”, mas vinha desfalecendo, que a nova grade chama a atenção.

Há, além da nova temporada de “Cocoricó”, o “Quintal da Cultura”, ao vivo, que traz aquilo que, no imaginário coletivo, espera-se de uma TV educativa.

A atração é formada por esquetes que procuram ensinar as crianças a brincar. Um deles será conduzido pela dupla Paulo Tatit e Sandra Peres, do Palavra Cantada.

“Fizemos esforços para ter um programa ao vivo para criar uma relação mais próxima com o público infantil”, afirma Fernando Vieira de Mello, diretor de conteúdo.

Enquanto Vieira de Mello diz que a nova administração busca uma TV mais “agressiva, competitiva e atraente”, o presidente João Sayad compara o cardápio de ofertas a gôndolas de supermercado.

“A grade de programação tem que ser como a gôndola de um supermercado: no meio de um produto mais simples, colocamos um mais sofisticado”, comparou.

É assim que ele explica, por exemplo, a convivência entre concertos de música clássica e o programa “Inglês com Música”, espécie de game que usa músicas com as letras reproduzidas em legendas para divertir e “ensinar” o idioma.

“A Cultura, hoje, é uma TV preocupada com seu público”, diz Sayad. “Não vamos buscar a audiência a qualquer custo porque mantemos a linha educativa, mas observamos e reagimos a ela. Nosso diferencial é exibir o que não está nas outras.”

Fonte: Folha de S.Paulo

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