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Rumo a Frankfurt

aleno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, nunca esteve na Feira do Livro de Frankfurt, que em 2013 terá o Brasil como país convidado. Há nove semanas, ao assumir a instituição, a cargo da qual ficou concentrado o planejamento da participação nacional, o evento passou a ser uma de suas prioridades. “2013 está logo ali”, brinca o jornalista e escritor, que trabalha também para ver realizados projetos como o do livro popular, a livraria popular e a biblioteca digital pública.

Na terça e quinta passadas, ele se reuniu com organizadores de Frankfurt, a quem informou que em 60 dias as diretrizes estarão traçadas. Na quarta, falou ao Estado. Contou que o País deve levar “quantidade expressiva” de autores à Alemanha em 2013 e que a FBN abrirá edital para traduções para o inglês e o alemão. Lembrou que para o mercado do livro a ocasião é equivalente a uma Copa do Mundo. Evitou comentar o pedido de demissão do secretário executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura, José Castilho Marques Neto, mas não deixou de defender a concentração das políticas para a área na FBN.

Estadão – Como está o planejamento para a presença brasileira em Frankfurt em 2013?
Galeno
– O diretor da Feira, Juergen Boos, fez a primeira visita, para ajustarmos nossas expectativas e sinalizar quanto o Frankfurt está animado. O Brasil é o segundo país na história da Feira a ser homenageado pela segunda vez (a primeira, em 1994). Até então, a Índia era o único.

O que já está sendo realizado?
Já fizemos reuniões com diversas áreas, de ministérios, do Itamaraty, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, de setores do Ministério da Cultura. A ideia é ter alguns comitês dentro de um grande comitê. Um do MinC, outro com caráter interministerial, um com o mercado, outro do terceiro setor, com o Instituto Goethe, Itaú Cultural.

Como tirar proveito da experiência de países já homenageados?
Temos material da participação de vários países, e vamos analisar quais foram os pontos fortes e fracos de cada um, procurando aprender. Vamos ter uma conversa imediata com a Argentina, que foi o último país convidado.

Em 2010, falou-se que a Argentina deu caráter político ao seu estande, com uma foto da presidente Cristina Kirchner.
Não vou comentar, mas trabalharemos para termos uma presença equilibrada, mostrando aquilo que precisa ser mostrado.

Como o Brasil pode se beneficiar da homenagem?
O ponto de partida é a presença intensa da literatura brasileira em Frankfurt, a divulgação da cultura nacional e da imagem institucional do Brasil. A Feira é o grande momento do livro no mundo, e vem ao encontro dos interessantes do Brasil, não só na área cultural. A literatura nacional tem crescido, mas pode ocupar mais espaço no exterior. Temos uma quantidade de autores importantes sendo traduzidos. A ideia é aproveitar ao máximo essa oportunidade.

Como têm sido as conversas com as editoras?
Elas entendem que é uma grande oportunidade de ampliar o número de direitos de tradução de seus títulos no exterior. Elas vão muito para comprar em Frankfurt, mas cada vez mais tem se intensificado a quantidade de títulos brasileiros negociados.

Que programação já existe?
A ideia é termos um calendário de atividades que comece em 2011, dentro do Brasil, para chamar a atenção dos vários atores. Na Bienal do Rio, teremos reuniões com os interessados a participar de 2013 e com organizadores de Frankfurt, que virão. Estamos convidando os que participaram da organização em 1994, até funcionários aposentados. É importante refletir sobre pontos positivos e negativos de 94.

Assim como esse planejamento, as políticas para livro e leitura estão concentradas na FBN, o que motivou o pedido de demissão de José Castilho Marques Neto. Isso é mesmo benéfico?
Não vou entrar na questão das críticas. É importante otimizar esforços, evitar sombreamentos, eventuais desperdícios de quando há mais de um fazendo a mesma coisa.

Fonte: Blog do Galeno

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