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Quinze espetáculos: o teatro do Ceará em cartaz nos 100 anos do TJA

O Ano 100 do Theatro José de Alencar está marcado por um diálogo com a história do próprio teatro, de Fortaleza e do Ceará. Diversas companhias do Ceará, que passaram e passam pelo palco, retomam seus lugares para fazer o TJA 100% ocupado, um teatro aberto para o mundo. As comemorações do centenário, aberto em junho de 2009 e em cartaz até dezembro de 2010, abre-se em uma constante: trabalhar com o que temos e o que sabemos, mas também com o que não conhecemos, o que está por vir, o que pode ‘tornar-se’. Neste mês, 15 espetáculos entram e permanecem em cena nos mais diversos usos e ocupações dos palcos. Entre eles, a Série Permeio Maracanaú Encena engloba cinco peças teatrais.

Além dos espetáculos, o TJA recebe três mostras que revelam os bastidores do teatro. Entrar no camarim, conhecer a intimidade do artista por meio de livros, revistas, recortes de jornal, fotos, roupas e objetos e ainda saber mais sobre funcionamento da casa. No projeto Camarins Abertos, aberto ao público de 9h às 17h, é possível desvendar o Palhaço Trepinha com fragmentos da história do mais antigo palhaço em atividade no Ceará, José Gomes de Souza.

No Camarim 02 também vale ver a instalação Santo Ofício que conta a história do Tribunal do Santo Ofício, a Inquisição instituída pela Igreja Católica por meio de mais de 70 peças em miniaturas da Cia. Epidemia de Bonecos. E no camarim 04 têm “Bravíssimo – 40 Anos de Teatro de Ricardo Guilherme”, uma homenagem ao ator, diretor e dramaturgo. A partir do dia 17, o Grupo Bagaceira ocupa mais um camarim referenciando seus 10 anos de atividades cênicas.

Confira aqui o que está em cartaz de produções locais nos palcos do TJA em maio:

O auto do lero-lero/ESTRÉIA – Aos domingos, 17h, no Teatro Morro do Ouro. Ingresso: R$ 5 e 10 – Saiba Mais: 8749-8338 + souarte@gmail.com

Grupo de Teatro Pé-no-Chão estréia seu novo espetáculo. A peça de Roberto Salles Moreyra, adaptada pelo grupo, fala da iluminação do pensamento através da descoberta da leitura. João da Caverna procura um grande tesouro. Cava, cava até se deparar com Zecacão, que tenta convencê-lo a morar no Mundo do Silêncio, das pessoas que não sabem ler. Surge Angelino que enfatiza a importância de estudar, aprender a ler e escrever: “Pois o verdadeiro tesouro que você procura está no conhecimento, que nos transforma por dentro e muda nossa vida”. Assim, propõe-lhe a missão de salvar o povo do Mundo do Silêncio, o que consegue com a ajuda do Livro Falante. João vence Zecacão com o esclarecimento do povo, usando como principal arma de libertação a leitura, deixando muito orgulhosa e feliz sua mãe Maria dos Zanzóis Pereira, que, antes, o ignorava na busca de seu tesouro por ser incauta, mas sã.

Deus Verme/ESTRÉIA – Dias 5, 6 e 7 de maio, 20h, palco principal. Ingresso: R$ 5 e R$ 10 – Saiba mais: (85) 9104.3360

Este espetáculo abre a trilogia comemorativa de uma década de trabalho da companhia – Arte de Viver. A história de um ser humano comum, atormentado por suas memórias, que decide romper com seu passado para encontrar a tão sonhada felicidade, mesmo sem saber ao certo o que isso significa. Em seu caminho, entre devaneios do seu mundo real e o onírico fantástico, encontra deuses, musas, dentre outras criaturas, e acaba se apaixonando por uma imortal. Com um amor proibido e uma maldição irreversível, nosso herói terá que escolher entre se tornar imortal e ter todas as regalias de um deus ou viver a mortalidade e todas as suas mazelas ao lado de sua amada. Saiba mais: (85) 9104.3360.

A Ficção – Sextas 7, 14 e 21 de maio, às 19h. Ingresso: R$ 5 e R$ 10 12 anos

A Cia. Teatro com Vida apresenta texto de Fernando Lira. Com direção de Ronaldo Costa e elenco formado por Amenhotep Rodrigues, Luiz Carlos Pedrosa. No Teatro Morro do Ouro. Saiba mais: (85) 8884.1217 8620.0113

Série Permeio Maracanaú Encena – O Ponto de Cultura Permeio do Grupo Garajal, de Maracanaú (85 – 8607.5502 – grupogarajal@yahoo.com.br) apresenta aos sábados uma série de espetáculos:

8 de maio

“O Santo e a Porca” – com a Trupe Cangaias, às 16h, na Sala de Teatro Cena (anexo TJA, 80 lugares)

“Esperando Godot” da Shubaca Cia de Teatro, às 18h Sala de Teatro Cena (anexo TJA, 80 lugares).

15 de maio

“A Cantora Careca” com o Grupo Rony Fãs, às 16h, na Sala de Teatro Cena (anexo TJA, 80 lugares)

“Prometeu Acorrentado” como o Grupo Gama, às 17h, na Praça Mestre Boca Rica Cena (anexo TJA)

“Entre Quatro Paredes” com o Grupo Imperatriz Nordestina de Teatro Experimental e Pesquisa , às 18h, na Praça Mestre Boca Rica Cena (anexo TJA)

Râmlet Soul nos dias 12, 13, 18, 21, 25 e 26 de maio em espaços vários do TJA. Com sessões em dias às 18h e outros à meia-noite. R$ 5 e R$ 10. 18 anos – Saiba mais: tarrais@bol.com.br.

Espetáculo construído por um coletivo de artistas e não-artistas multimídia. Teatro-festa, teatro-rave. O mito da fundação da consciência, de Hamlet, revisitado em tempos de subjetividades à deriva, um passo adiante do Hamlet-Máquina, do apocalíptico Heiner Muller, em direção a uma nova compreensão da teatralidade do mundo (no qual necessariamente todos atuamos e construímos novos sentidos). Somos Soul por crer na alma que dança, na ginga beat, maracatu, remelexo. Mas para isso precisamos percorrer nossa viagem, da rua idealista, prometéica (shakespereana) à “temporada do inferno” do porão de nosso grande teatro, onde Shakespeare e sua Verdade são velados, dando lugar ao homem-máquina: mas na realidade produzindo a alquimia de um novo homem possível, real e, sobretudo, plural. Nesta temporada, o diálogo com o metateatral se adensa por incorporarmos física e simbolicamente o TJA e seu complexo entorno social. Direção: Thiago Arrais.

10 Anos do Grupo Bagaceira – Nos dez anos do grupo Bagaceira de Teatro apresenta em vários espaços cênicos do TJA (palco principal, porão e calçada) três de seus espetáculos em programação aberta ao público, além da mostra sobre a decana trajetória e elementos do coletivo no Camarim 04, dentro da série Camarins Abertos (no porão do TJA), que fica em cartaz para visitações. O grupo apresenta espetáculos e esquetes:

“Tá namorando, tá namorando”, no dia 17, às 15h30 no palco principal, gratuito

“Lesados”, dia 17, às 18h30, na calçada do TJA

“Esquetes”, dia 17, às 20h porão + abertura da mostra “Camarins Abertas” pelos 10 anos do Bagaceira. Saiba Mais: (85) 3472 2131 +

O abajur lilás – Nas três primeiras sextas de maio, 19h, na sala de teatro (80 lugares). Ingresso: R$ 10 e 20. 18 anos. Saiba mais: Edson Cândido (85) 88341071 + www.grupoimagensdeteatro.blogspot.com

Quando o abajur novo de Giro é quebrado, as três prostitutas são as suspeitas imediatas e passam a ser torturadas. Encenação, em formato cabaré, do texto de Plínio Marcos sobre o Brasil da ditadura militar. De Plínio Marcos, com o grupo Imagens. Direção: Edson Cândido. Elenco: Kátia Camila, Mara Carvalho, Lana Gurgel, Eveliny Melo, Clara Luz, Gilson Tenório, Beto Menêis e Fábio Frota. Núcleo de intervençâo: Cinthia Dayse, Tom Jones, Júnior Martins, Renata Cavalcante, Aluisio Barbosa.

Retalho, Rebotalho dias 18 e 19 de maio, 19h, no Teatro Morro do Ouro. R$ 4,00 e 8,00 – 12 anos. Saiba mais: (85) 8663.5111 + 8508.3239

No enredo, Afonso vive em mundo criado a partir de fragmentos, retalho de vivência. Da Cia. Arrumação. Texto: Clarisse IIgenfritz. Direção: Jorge Ramos. Elenco: Fernanda Girão, Geane Albuquerque, Jhonatan Santos, Lidiana Farias, Paulo Victor, Suianne Duartt e Thiara Crispin.

Apareceu a Margarida todas as últimas terças do mês até dezembro de 2010, às 19h – Solo pelos 40 Anos de Teatro de Ricardo Guilherme. R$ 5 e 10. 14 anos. Saiba Mais: ricardo-guilherme@uol.com.br + (85) 9159.6022

A peça tem a sua ação dramática passada em uma sala de aula, onde o papel de aluno cabe à platéia representar. A montagem pode ser definida ainda como uma metáfora que extrapola o contexto educacional para encarnar a opressão humana, a tirania e o autoritarismo exercidos em múltiplas circunstâncias e nas mais diversas formas de comportamento pessoal, social e político. Nesta encenação o texto adquire como característica marcante a ambigüidade da personagem Margarida, professora de ensino fundamental que exerce o seu poderio como síntese e simbolo do arbítrio mas que também expressa contradições, revelando as inseguranças e os medos de quem, com peripécias tragicômicas, detém o poder.

As Bondosas, em todas as últimas quartas do mês até dezembro de 2010, às 19h, no Teatro Morro do Ouro (anexo do TJA, 90 lugares). R$ 5 e R$ 10. 16 anos Saiba mais: 85 – 9627 8229/ 3226 4597

Comédia da Cia. Lua de Teatro, com sucesso estrondoso desde a estréia em 2004, a partir da trama que envolve existencialismo, filosofia e uma boa história sobre a alma feminina, sob direção de Ueliton Rocon, cujo tom cômico dialoga com o mito da mulher de Ló e conta sobre o que acontece quando as pessoas percebem a necessidade de percorrer outros caminhos, mas se sentem presas àquilo que já conhecem. Na trama, o trio de carpideiras (mulheres que acompanham enterros aos prantos, sem, necessariamente, conhecer o morto) formado por as personagens Astúcia (Roberto Maur), Angústia (Alcântara Costa) e Prudência (Ueliton Rocon) – além de Jerusa Nascimento (Servente) -, vive completamente apegado ao modo de vida no qual sempre estiveram. São figuras típicas (e até certo ponto, míticas) do interior brasileiro. A vida das carpideiras/rezadeiras transcorre aparentemente normal, enquanto choram, rezam, cantam e desfiam a vida alheia (como toda boa beata), até que certo dia elas são encarregadas de velar o corpo da filha mais jovem de uma família aristocrática. No decorrer do velório, as três se deparam com uma série de hilárias e incomuns situações, que as levarão a confrontar as suas crenças e convicções e a descobrir importantes revelações.

Capitu conta Capitu em cartaz na última quinta de maio, dia 27, às 19h, no Teatro Morro do Ouro. R$ 5 e 10 – 12 anos. Saiba mais: (85) 8889-4183

Da infância à velhice, a versão da própria Capitulina para a história de Dom Casmurro, de Machado de Assis, a partir de texto da jornalista Adísia Sá com adaptação teatral de Ceronha Pontes e direção de Ana Marlene, o solo com a atriz Ana Cristina Viana encara o diário de uma CAPITU que só agora, 107 anos depois, resolveu quebrar o seu silêncio. Nesse contexto, Capitu ganha o direito de falar por si mesma, em versão na primeira pessoa, responsável e capaz de defender-se das acusações que a fizeram culpada por décadas.

O Pagador de Promessas, dias 08 e 09 de maio, às 18h, no palco principal do TJA – Ingressos: R$ 5 e R$ 10. Saiba Mais: Larissa Cândido (85)87932930 – larissacandido@hotmail.com e Chirliane Alves (085) 87882369

A décima turma-concludente do Curso Superior em Artes Cênicas/Ifce apresenta texto de Dias Gomes. O Pagador de Promessas tem uma linha intensa que culmina numa tragédia. Um homem do sertão, eivado de sua inocência, luta, em nome da sua honra, contra toda uma coletividade para pagar uma promessa, feita para uma santa católica, num terreiro de candomblé. Direção: Fernando Lira. Elenco: Felipe Franco, João Igor, Jeniffer Suzana, Chirliane Alves, Simone Sousa, Juliana Maia, Danilo Castro, Amidete Alves, Larissa Cândido, Rafaela Diógenes, Danton Brás, Bernardo Victor, Ana Paula Prudêncio, Glêycie Trigueiro, Elvis Jordan, Mara Alcantara e Gustavo Lopes.

“A Noiva e o Condutor”, dias 27 e 28 de maio, às 19h na Sala de Teatro. R$ 4 e R$ 8. Livre. Saiba mais: 8804.5060 9617.7028

O espetáculo “A Noiva e o Condutor” é um musical a partir de texto baseado na revista radiofônica “A Noiva do Condutor”, do músico Noel Rosa, com adaptação e atuações do Coral das Artes Cênicas – IFCE, em direção Geral e musical de Aldrey Rocha. “A Noiva e o Condutor” parte de características e elementos bem brasileiros para falar um pouco da história do país, das pessoas da época de apogeu do samba, bem como suas vestimentas e costumes. Além disso, o trabalho favorece a pesquisa do samba, gênero musical que foi e ainda é tão importante na formação cultural brasileira.

Fonte: Secult

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