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Quem não se comunica…

Arantxa Mellado disse em palestra que as editoras devem estar nas redes sociais para ouvir e falar com os leitores
 
O recado foi dado por Chacrinha há pelo menos três décadas e nos últimos dois dias o assunto esteve na boca dos participantes do 1º Congresso Internacional do Livro Digital. A advogada espanhola Arantxa Mellado, criadora da Ediciona.com, é entusiasta das redes sociais e afirma que editoras devem ter seus perfis em todas elas, ouvir e responder ao que estão falando de seus livros. Isso porque o que torna o livro um best-seller é a recomendação sistemática, especialmente vinda de pessoas – e não só dos sites das livrarias. “Deixem de perseguir e comecem a seduzir. E não subestimem o poder do Facebook”, diz.
 
De acordo com ela, os usuários são pouco permissivos com mensagens como “compre”. A informação pode ter a ver com os livros sim, mas não de forma direta. Redes sociais de nichos relacionados aos livros que publica também valem. E lembrou o papel do autor nesse novo cenário: “Hoje ele está tão interessado quanto a editora em divulgar um livro. Somado a isso está o fator ego. Então, podem pedir para eles ajudarem a promover o lançamento no Facebook, por exemplo”.
 
A advogada lembrou que as pessoas adoram coisas de graça e que está provado que 80% dos que lêem o primeiro capítulo de um livro vão comprá-lo. “Façam sorteios no seu perfil”. Disponibilizar alguns exemplares para que os autores façam o mesmo também pode ser uma boa ideia. Em alguns casos, o escritor já está combinando a venda do livro com a remessa da obra autografada. Qualquer material que se espalhe pela rede é uma boa ajuda: “Vale a pena permitir que o trailer do livro seja postado em blogs, perfis…”
 
Nos blogs, os internautas podem ajudar a escolher a capa ou o título para o livro. Um bom exemplo sobre como considerar a opinião do internauta vem da editora Maeva. Antes do lançamento de um livro, ela mandou 50 exemplares para integrantes de redes sociais literárias lerem e o assunto rendeu muito, e bem, na internet.
 
O custo disso tudo é a imaginação e algumas horas para montar o perfil no Facebook. O Twitter não pode ser esquecido… seja um perfil pessoal com fins corporativos, como fazem alguns editores, ou seja o perfil da própria empresa. Mas de novo: não tentem vender ou convencer os integrantes das redes a comprarem alguma coisa.
 

Ela alertou ainda para o fato de que nem todos têm catálogos que se encaixam na rede. Mas quem tiver, não pode perder tempo. Arantxa sugeriu que as editoras não deixem a responsabilidade da alimentação das redes sociais com funcionários despreparados e sem tempo. “Existem os community managers, mas são profissionais caros. Se não der para ter um, deixe a função com algum funcionário que fará exclusivamente isso”. Por fim, deixou o recado: “Não caiam na tentação de apagar ou não responder a um comentário negativo”. E a dica: “Dá para vender livros pelas redes sociais, sim”.

Fonte: Publishnews

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