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O triste fim da Borders…

As últimas 399 lojas que sobreviveram às intempéries dos últimos meses devem ser fechadas em breve


Fotógrafo: fsse8info@Flickr

 

Pouco depois das 16h desta segunda-feira, dia 18 de julho, a Borders, segunda maior cadeia de livrarias dos EUA, anunciou a sua liquidação. A audiência na corte de Nova York que deverá aprovar o início do processo aconteceria hoje, mas foi adiada para a próxima quinta-feira, dia 21.
A notícia saiu primeiro no Ann Arbor.com, site especializado em notícias da região de Ann Arbor, cidade onde a Borders começou 40 anos atrás e onde está a sua sede, que já empregou 1.500 funcionários e conta atualmente com menos de 600. A liquidação fechará as 399 lojas restantes – 237 já foram fechadas desde o início do processo de liquidação – e deixará cerca de 10.700 desempregados no já conturbado mercado de trabalho norte-americano. Uma última tentativa de manter a Borders funcionando foi feita na semana passada, com uma oferta do grupo de investimentos Najafi que foi rejeitada pelos credores e locatários da empresa.
A liquidação deverá ser executada pelo grupo liquidante liderado por Hilco Merchant Resources LLC e Gordon Brothers Retail Partners LLC, especializadas em vender ativos de companhias em dificuldades e reduzir as perdas dos credores. O processo deverá ter início já na sexta-feira, dia 22, e o grupo liquidante espera concluir o processo até setembro deste ano.
Rumores indicam que até 50 lojas poderiam ser compradas pela Books-a-million, mas é mais provável que esse número fique em torno de 30 lojas, e também essas vendas precisam ser aprovadas pela corte de liquidação, em Nova York. Para Mae Anderson, da Associated Press, “esse acontecimento coloca a Borders na lista de grandes varejistas norte-americanos como Circuit City, Blockbuster e outros, que não conseguiram se adaptar aos novos hábitos de compra dos consumidores e sobreviver à virada na economia.”
Provavelmente os maiores perdedores neste episódio sejam os consumidores. Tanya Ellis, de Southfield, Michigan, contou ao Toledo Blade que o fechamento das lojas é uma coisa “horrível”. “Eu e minha amiga costumamos passar em uma Starbucks para um café e depois vamos para a Borders e ficamos ‘fuçando’ livros por cerca de uma hora. E agora, onde vamos comprar nossos livros? Faz só uns dois ou três anos que me tornei uma leitora e agora estão fechando uma livraria depois da outra…”
Mike Edwards, presidente do Borders Group, lamentou o desfecho. “Trabalhamos duro para não chegarmos a essa situação, mas as dificuldades que enfrentamos já há algum tempo, incluindo as rápidas mudanças no mercado do livro, a revolução dos e-readers e uma economia turbulenta, nos deixaram desta posição agora.”
A Borders, junto com a Barnes & Noble, foi responsável pela disseminação do conceito das megastores, movimento que se iniciou nos EUA em meados dos anos 1970.
A parceria com a Kobo
A Borders também é, desde 2009, um dos investidores da empresa canadense de livros digitais Kobo e era a única livraria física a vender o leitor. Procurada pela Forbes, a Kobo comentou sobre a liquidação da Borders, procurando minimizar os impactos da liquidação nos seus próprios negócios ressaltando que tem outros investidores. “Como um dos primeiros investidores na Kobo, a Borders tem uma participação minoritária na companhia e também é nosso distribuidor de e-readers, assim como o Walmart, Best Buy, Sears e outros.” O comunicado também destaca a transição de clientes da Borders para a Kobo. “Desde junho as empresas iniciaram a transição dos clientes da Borders para contas de e-book da Kobo a fim de prover acesso direto às funcionalidades mais atualizadas de e-reading, apps e aparelhos. Os donos de e-readers da Kobo continuarão a comprar normalmente na Kobo Store.”

Fonte: Publishnews

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