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O maravilhoso mundo do freelancer

Quando me perguntam o que faço e ouvem que sou tradutor e trabalho em casa, as pessoas se dividem entre as que acham muito bacana e adorariam fazer o mesmo e as que dizem que jamais conseguiriam trabalhar em casa.
Este é o primeiro ponto na vida de um freelancer: trabalhar em casa. Bom, pra começar, você pode muito bem alugar um escritório ou ir a um de algum amigo, pois é preciso bastante disciplina para se trabalhar em casa. As tentações estão todas ali: sua cama, o sofá, a TV, a geladeira, livros e revistas e o principal, nenhum chefe a vista.
E tudo isso nem é o pior. Se você tiver família, todos sempre acharão que você está à disposição deles, afinal, está em casa. “Vai lá fazer compras.” “Pode pagar essas contas lá no banco?” “Me leva até o metrô?” e por aí vai. É preciso controlar tudo isso bem, senão a coisa não vai funcionar.
Sempre leio reportagens falando que é preciso ter o seu espaço para trabalhar em casa, montar um escritório onde possa fechar a porta e esquecer as tentações citadas acima. Bom, isso é válido, claro, mas não acho que seja a regra principal. Acho que você tem que trabalhar no lugar onde se sinta melhor. Você prefere o sofá da sala com a TV ligada? OK, se você rende mais assim, faça assim. As pessoas são diferentes e por isso não dá pra dizer que o que funciona com uma será igual com a outra.
Mas, dito tudo isso, tem apenas uma regra que vale para todos e é essencial: O PRAZO É SAGRADO. Quando estava do outro lado, trabalhando como editor, ficava impressionado com o tanto que as pessoas não respeitavam prazos. E sempre acabei me cercando dos colaboradores que cumpriam os prazos e que eu sabia que poderia contar, por isso, nunca se esqueça de ou cumprir bem os prazos ou então avisar que não conseguirá e discutir um novo prazo, nada de sumir ou ficar enrolando.
Não se esqueça, não tem nenhum chefe à vista simplesmente porque agora você é o seu próprio chefe. E não precisa ser mega rigoroso consigo mesmo, apenas cobrar disciplina e estabelecer metas diárias para que os prazos sejam cumpridos.
Cassius Medauar é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há mais de dez anos, tendo trabalhado como editor na Conrad, Pixel e Ediouro, além de também ter passado pela editora Abril. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, passou a trabalhar apenas como tradutor e jornalista freelancer há dois anos, tendo traduzido Beber, Jogar e F@#er, O Vendedor de Armas, Dexter: No Escuro, Um Otimista Incorrigível (Biografia de Michael Fox), Cicatrizes (HQ), entre outros.

A coluna Vida de Freela contará como é trabalhar como freelancer, os prós e contras, o contato com as editoras, os macetes e tudo o que você sempre quis saber sobre isso mas tinha medo de perguntar.

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