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O editor da era digital

Pesquisa aponta carência de habilidades técnicas no Reino Unido

Com as recentes mudanças no mercado de livros, entender o mundo digital parece ser essencial tanto para os experientes como para os novos editores. Segundo recente pesquisa da Skillset, empresa especializada em treinamento de profissionais para indústrias criativas, a carência de habilidades técnicas foi apontada em segundo lugar entre as os “skills gaps” para o profissional que trabalha no mercado editorial. Na pesquisa, que contou com a participação de mais de 11 mil empresas em todo o Reino Unido, incluindo editoras de livros, revistas e jornais, 53% dos entrevistados afirmaram sentir falta de habilidades técnicas entre seus colaboradores, atrás apenas de habilidades em vendas e marketing, com 69%. Mais dados podem ser vistos neste link.

“É compreensível que marketing seja apontado como a principal carência entre os profissionais, já que as estratégias de venda mudam a todo momento com a Internet”, diz Suzanne Kavanagh, gerente editorial da Skillset, durante o seminário “Digital Skills in Publishing”, organizado pela Society of Young Publishers, na London School of Economics. “No entanto, o fato de a falta de habilidades técnicas estar em segundo lugar só reforça o quadro atual de que um mercado cada vez mais digital precisa de profissionais com capacidades ‘digitais’”.
Já para Alastair Horne, gerente de inovações na Cambridge University Press, a publicação eletrônica é um caminho inevitável para os novos editores. “O digital não será menos importante nos próximos anos do que já é agora”, diz. “Se hoje os e-books são responsáveis por 10% das vendas em sua empresa, certamente amanhã serão 12%, ou seja, a tendência é só aumentar.”
Editores versus T.I.
Atualmente, é muito comum entre as editoras britânicas a contratação talentos da área de T.I., principalmente para o desenvolvimento de aplicativos para iPad, iPhone e BlackBerry. “Geralmente os editores chegam com as ideias para os profissionais de T.I. que só trabalham em como aquela ideia será posta em prática”, explica Horne. “No futuro, o profissional que tiver a idea deverá ter a capacidade de executá-la”, acredita.
Mas diante das expressões da plateia, composta por estudantes de literatura e comunicação, Horne se retrata: “Calma, ninguém espera que editor seja um expert em códigos de aplicativos, mas que seja pelo menos bom o suficiente para apontar soluções e sugerir novas ideais. Entender como um aplicativo funciona já é um grande passo.”
O desenvolvimento de livros a partir do modelo de aplicativos foi apontado por todos os participantes do seminário como o futuro da publicação eletrônica, pelo menos no Reino Unido. Será esse o caminho para o mercado brasileiro?
Fonte: Publishnews

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