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Livro digital: revolução ou evolução?

CEOs da Penguin, Elsevier, China Education Publishing and Media Group e HarperCollins falaram sobre o presente e o futuro do mercado editorial durante a Feira do Livro de Londres

O que está acontecendo neste momento com a indústria do livro é uma evolução, com editores se adaptando às mudanças naturais, ou é uma revolução, que acontece quando você é tirado repentinamente do poder? Para responder a essa pergunta e analisar o presente e o futuro da edição, a Feira do Livro de Londres convidou os CEOs da Penguin, Elsevier, China Education Publishing and Media Group e HarperCollins. As respostas foram divididas, mas todos concordaram que se o mercado editorial não acordar vai acabar perdendo espaço para outras indústrias.

“Todas as empresas de TI estão tentando entender a relação entre conteúdo e veículo. Temos que ser indispensáveis para o processo para não sermos aniquilados”, disse John Makinson, chairman and CEO do grupo Penguin. Para ele, não se trata de uma evolução e essa mudança na forma de trabalho é vista em cada um dos espaços da edição. “O trabalho do editor está mudando. Temos que apender outras habilidades para continuarmos fazendo o nosso trabalho. E temos, sobretudo, que saber o que os clientes querem e o quanto eles estão dispostos a pagar, coisa com a qual nunca nos preocupamos”, comentou Makinson.
Ele disse também que é hora de tentar entender se os leitores vão continuar lendo com a mesma voracidade, se o consumidor digital vai querer ter a posse do livro e se – quando – as livrarias vão entrar em colapso. Por fim, deixou um aviso: “Quanto mais conteúdo estiver disponível, mais vamos vender. Isso se ouvirmos os consumidores”.
Li Pengyi, presidente da China Education Publishnig and Media Group, acredita que o momento está mais para evolução do que para revolução e que apesar de existirem mais de 400 e-readers diferentes na China, o mercado, em queda, ainda é reticente. “O mercado editorial chinês está caindo por causa da internet e de outras formas de diversão”, comentou. Quando à passagem para a era digital, quem está liderando o movimento são empresas de TI e de entretenimento. “A tecnologia digital permitiu que muitas outras empresas de tecnologia entrassem na indústria do livro. Elas se beneficiam de seu conhecimento tecnológico. Na China, tem empresa de jogo que já é editora”, disse.
Quanto aos editores, acredita que eles terão de aprender a coletar e processar conteúdo e desenvolver novos negócios. “Se não fizermos isso alguém vai fazer”. Mas ele ainda acredita na superioridade do mercado editorial: “o Google pode ser comparado a uma biblioteca. Já as editoras são experientes bibliotecários”.
O CEO da Elsevier e presidente da International Publishers Association (IPA), Y.S. Chi, falou sobre o momento a partir da perspectiva de quem está no segmento de CTP, que segundo ele está mais avançado do que os outros nessa questão digital. O que ainda falta para o CTP fechar o ciclo é analisar como o conteúdo pode ser melhor aproveitado e que tipo de serviço ainda podem oferecer aos seus consumidores. Pra ele, trata-se de uma evolução do mercado e brincou: “Todos preferimos que seja revolução porque é mais sexy. Pensem que é uma revolução, mas ajam como se fosse uma evolução”. Ele, no entanto, tem medo de ser substituído por alguém mais experiente em tecnologia e que vai se adaptar ao “mundo das palavras escritas”.

“Quanto mais perto você chega dos consumidores, então é uma revolução. Há muitos impactos nos nossos negócios quando você pensa na mudança de consumo”, comentou Brian Murray, presidente e CEO da HarperCollins. Para aproveitar esse momento, o diretor pensa que é hora de levar pessoas com características diferentes para o dia a dia das editoras. “Esta é uma grande oportunidade para reinventar o negócio, procurar novos formatos e novas plataformas de leitura, sejam elas telas de 2 ou 10 polegadas. É a oportunidade de sermos mais criativos”. Murray se disse impressionado com a velocidade que os leitores aceitaram esse novo jeito de ler. De acordo com ele, há um ano existiam 15 milhões de e-readers no mundo. Hoje, são 40 milhões. “Isso me parece muito revolucionário e participar desta fase da história é incrível”.

Fonte: Publishnews

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