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Flipobre reunirá mais de 40 autores e homenageará Lima Barreto

Realizada pela internet, festa literária tem transmissão ao vivo pelo YouTube

Publicado n’O GLOBO


 

RIO — A cada anúncio dos escritores convidados para a Festa Literária Internacional de Paraty, o escritor amazonense Diego Moraes via se repetir a mesma enxurrada de “comentários magoados e cheios de ressentimentos nas redes sociais, escritores reclamando por não serem convidados”, como descreve. Em vez de simplesmente engrossar o coro, ele decidiu criar a Flipobre. Realizada no dia 7 de dezembro, às 15h, trata-se do primeiro festival literário feito por meio de chat de vídeo e com transmissão ao vivo pelo YouTube — em canal a ser divulgado até amanhã.

— A Flipobre é legal porque não exclui ninguém. Todos serão aceitos. Até blogueiros e gente que nunca publicou livro poderá debater — explica Moraes, que adianta a data da próxima edição, dia 8 de março de 2015.

O grande homenageado do evento — escolhido numa votação entre membros do festival — será Lima Barreto.

— Achei merecido. Ele comeu o pão que a literatura amassou. Deu o sangue. Pagou o preço. Um texto dele será lido na abertura da Flipobre — conta Moraes.

Mais de 40 autores — publicados por editoras como Bartlebee, Patuá, Alfaguara, Multifoco e Record — estão confirmados para o encontro. Entre eles, Ricardo Lísias, Roberto Menezes, Daniela Lima, Lucas Barroso, Tadeu Sarmento, Adriane Garcia, Celemar Maione e Carlos Henrique Schroeder. Entre os temas debatidos, haverá espaço para a crítica à dinâmica do mercado literário:

— Um dos hangouts da Flipobre irá discutir bairrismo, nepotismo, panelinhas e mais mesquinharias que evitam abordar em feiras de grande porte — diz Moraes.

O criador da Flipobre ataca o que chama de “vício” de se medir qualidade literária pelas premiações e participações em feiras e antologias:

— Descartam autores que não ganham nada ou não desfilam em festivais. O problema é que o Brasil é imenso e parece ter mais escritores que leitores. O problema é logístico. Não é toda editora que tem grana para investir na sua estrela ou pagar uma passagem aérea.

Mas a Flipobre, define ele, “não é um manifesto”:

— Vamos celebrar algo que vem acontecendo faz tempo e parece que ninguém percebeu: o encontro e a união de escritores nas redes sociais. Todo mundo adiciona todo mundo no Facebook ou Twitter e cria um laço de amizade. Autores que moram longe de repente se tornam amigos e criam projetos e páginas na web para divulgação de seus trabalhos. Eu sou um exemplo disso. Fui descoberto pela minha editora pelo blog onde publicava. A web ainda é um celeiro de novos autores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/livros/flipobre-reunira-mais-de-40-autores-homenageara-lima-barreto-14703719#ixzz3KflChbZk
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