Continue reading " />

Escola cearense dá exemplo em educação para surdos

Imagine aprender uma segunda língua sem o recurso dos sons, memorizando os retratos das palavras no papel. Uma língua cujo acesso precisa extrapolar a barreira dos silêncios e avançar na decoreba de uma estrutura sintática bem diferente da língua com a qual você se expressa. Assim é o português para 1.520 alunos do ensino básico no Ceará: uma segunda língua – e das difíceis. Se é através da Língua Brasileira de Sinais (Libras) que eles se comunicam, nada mais natural que realizar provas na língua materna.

O Instituto Cearense de Educação de Surdos (Ices) é a primeira escola da rede pública estadual do Brasil a implantar o ensino médio exclusivo para surdos com avaliações bilíngues em todos os anos escolares. Na contramão da educação inclusiva, o Ices preza pelo respeito à primeira língua dos alunos, sem descuidar da formação em português, exigência para o acesso deles ao mercado de trabalho.

“A proposta é fortalecer o ensino desses alunos a fim de prepará-los para concursos e empregos“, adianta a diretora, Juliana de Brito. As versões visuais da prova foram filmadas por dois professores surdos do Instituto. Uma deles é Débora Vasconcelos, que, junto dos outros dez professores surdos da instituição, serve de inspiração para os alunos.

“Por favor, não escreva que sou muda. Sou Surda, com S maiúsculo. Esta é minha identidade. Posso dirigir um carro, comunicar minhas ideias, sou pós-graduada, tenho meu emprego. Não sou deficiente“, declara. Ela explica que a motivação em realizar a prova por teleconferência é simples: o aluno surdo nem sempre entende o texto em português, como o aluno brasileiro tem níveis de proficiência em inglês, por exemplo.

“O estado do Ceará mantém o plano de inclusão de acordo com a política nacional, mas deixa à família do aluno a escolha: escola regular ou escola exclusiva“, pontua o superintendente da educação especial das escolas estaduais de Fortaleza, Ernany Barbosa. A família do estudante José Felipe Nogueira, 19 anos, atualmente no 1º ano do ensino médio, prefere o ensino específico para a surdez do filho.

O garoto concluiu o ensino fundamental no Ices e começou o ensino médio em uma escola inclusiva. Quando soube que o Instituto abriria turma de 1º ano do EM, voltou para lá.

E-MAIS

> Dos 40 professores do Ices, 11 são surdos, o que representa 27,5% do corpo docente.

> Uma disciplina curricular específica para o ensino de Libras nos cursos de formação de professores em nível médio e superior está prevista pelo decreto 5626/2008, mas esta ainda não é uma realidade.

> A Universidade Federal do Ceará (UFC) forma, neste ano, a primeira turma de licenciados em Letras Libras, por meio de convênio com outra instituição – a Universidade Federal de Santa Catarina.

> Os estudantes do curso, tanto os surdos quanto os ouvintes, já estão inseridos na rede pública estadual de ensino.

Fonte: O Povo

Nossa Loja Virtual

As últimas do Twitter:

Em breve oitava edição em 20 anos de publicação do livro #HistóriadoCeará , autoria Prof. Aírton de Farias fb.me/1fyFGNoAD

À espera do Irma, empresário desabafa e relato comparando RJ a Miami viraliza @UOL noticias.uol.com.br/internacional/…

Focos de poesia no Brasil. Que tal acrescentar o seu grupo? Veja o app abaixo . fb.me/wVmVwvMr

Aniversário Armazém da Cultura: 8 aninhos 🍾🍀 pic.twitter.com/ToanE0qLCJ

Twitter Media

Publishnews indica uma alta por obras de autoajuda e infantojuvenis. Autor mais vendido:Edir Macedo nexojornal.com.br/grafico/2017/0… via @nexojornal

Por que Jane Austen ainda é tão lida, 200 anos depois de sua morte? fb.me/7BXt1iyiK

Por que Jane Austen ainda é tão lida, 200 anos depois de sua morte? www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2… via @folha

Levantamento mostra a diversidade de gênero, raça e nacionalidade dos artistas na história da arte nexojornal.com.br/grafico/2017/0… via @nexojornal

Links Sugeridos:

Livrômetro

58.620.865