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Dickens: eterna inspiração

Dos dois lados do Atlântico, Dickens permanece como força da literatura. É,
para escritores e cineastas, o que Abraham Lincoln é para os historiadores: uma
constante fonte de fascinação e inspiração.

“Ele sempre será amado pelas pessoas comuns, que sabem que ele está do lado
delas”, diz sua biógrafa Claire Tomalin. Ela conta que “se apaixonou por ele à
primeira vista”, lendo David Copperfield com sua mãe quando tinha 7 anos. “Ele
criou arte de alto nível para as massas.”

Dickens aos 200, exposição em cartaz na Biblioteca Morgan, em Nova York,
mostra que nenhum outro autor – nem Shakespeare nem Jane Austen – inspirou
tantos filmes, livros e peças de teatro.

Mais de 320 filmes – entre dramas, musicais e animações – se baseiam nos
romances de Dickens. Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter vão protagonizar a
próxima versão de Grandes Esperanças, ainda para este ano. Fiennes também
planeja dirigir A Mulher Invisível, livro que relata o romance que Dickens teve
com a atriz Nelly Ternan. Ela tinha 18 anos quando conheceu o escritor de 45
anos.

Todas as obras de Charles Dickens foram adaptadas para os palcos enquanto ele
ainda era vivo. Durante viagem aos Estados Unidos, entre 1867 e 1868, Dickens
escreveu em uma carta: “Em todos os lugares aonde eu vou, meus livros estão
sendo encenados e os cartazes trazem meu nome em destaque”.

Hollywood adotou Dickens desde o início. Em 1911, foi lançada uma versão muda
de Um Conto das Duas Cidades. Até os Estúdios Disney o reverenciaram com o filme
O Conto de Natal do Mickey, de 1983.

Em sua segunda turnê norte-americana, Dickens atraiu mais de 100 mil pessoas
para 76 leituras públicas. Hoje, grandes editoras, como a Penguin e a Random
House, continuam a preparar novas edições de suas obras. Na Amazon, seus livros
– em papel ou em formato digital – permanecem entre os mais vendidos.

 

fonte: Estadão

 

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