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Conheça Maria Bonita, a cangaceira que faria 100 anos nesta terça-feira

Nesta terça-feira (8), uma mulher muito importante para a História do Brasil faria 100 anos de idade. Seu apelido era Maria Bonita, mas ela se chamava Maria Gomes de Oliveira. Ela ficou conhecida por ser a companheira de Lampião, o rei do cangaço. Os dois eram cangaceiros, um tipo de bandido tipicamente nacional que, em determinado momento histórico, foi confundido com o mito de Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres. No entanto, era um banditismo como qualquer outro.

Benjamin Abraão/Divulgação
Maria Bonita Benjamin Abraão/Divulgacão
Maria Bonita e Lampião

Maria Bonita nasceu em 1911, na cidade de Paulo Afonso, na Bahia. Ela foi uma criança típica do lugar onde nasceu e tinha brincadeiras um pouco diferentes das que você conhece hoje: brincava nas lagoas, fazia bonecas de sabugos de milho –os cabelos do sabugo viravam os cabelos das bonecas–, andava a cavalo com o pai José Gomes de Oliveira e até ajudava a plantar milho e feijão.

Seus maiores companheiros nas brincadeiras eram seus irmãos. E ela tinha 11! Mas, como a casa onde moravam era grande, com muitos quartos, tinha espaço para todo mundo. E tinha também um pomar, onde dava para brincar de casinha, de esconde-esconde e de cabra-cega.

No entanto, naquela época, as crianças não aproveitavam muito a infância e se casavam cedo. Maria Bonita, por exemplo, casou quando tinha 16 anos com seu primo José Miguel da Silva, que era sapateiro. Mas, como não se dava bem com o marido, ela se separou logo depois e, aos 18 anos, conheceu Lampião e se apaixonou por ele.

O amor de Maria Bonita e Lampião era como esses que a gente vê no cinema. Ela gostava tanto dele que virou cangaceira como ele.

Vida de herói-bandido

Apesar de ter sido o cangaceiro mais famoso, Lampião não inventou o cangaço. Já existia esse tipo de bandido alguns séculos antes de ele nascer. Mas Lampião, que se chamava, na verdade,Virgulino Ferreira, decidiu ser cangaceiro nos anos 20, depois que seu pai foi morto por um policial e sua mãe morreu de tristeza.

A vida de Lampião, Maria Bonita e um grupo de homens era andar pelo sertão do Nordeste, roubando todos que apareciam pela frente, fossem coronéis ou a população comum. Alguns o viam como heróis, outro como bandidos, mas o fato é que foram bandidos mesmo, embora não se possa negar a importância deles para a história do Brasil.

Para homenagear Maria Bonita, a cidade onde ela nasceu vai organizar exposição de fotos, palestras e outras atividades. Os dois bandidos-heróis também apareceram em muitos filmes, músicas e livros, e são lembrados até hoje em todo o Brasil.

Fonte: Folha de S.Paulo

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