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Brasileiro gosta de ler, mas falta acesso

Os brasileiros letrados – 95 milhões – leem, em média, 1,3 livro por ano, revelou a última pesquisa do Instituto Pró-Livro, divulgada no final de 2009. Apesar disso, a coordenadora programática do Centro de Cultura Luiz Freire, Cida Fernandez, diz que é falsa a ideia de que o brasileiro não gosta de ler. Para ela, o problema é a falta de acesso à leitura. Ainda segundo a pesquisa, entre os leitores brasileiros, 75% disseram que sentem prazer em ler uma obra. Cida ressalta que a leitura de livros de ficção no país é ainda mais frágil. Para ela, um país mais literário pode trazer benefícios para a sociedade: “no mundo possível da ficção, o homem se encontra realmente livre para pensar, deixar a fantasia agir e, então, configurar alternativas para os problemas. Na literatura, ele se liberta do agir prático e da necessidade, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão”.

Com o objetivo de incentivar ações que promovam a leitura de livros de literatura, nasceu o Movimento por um Brasil Literário. “Ler este gênero é um direito de todos e que ainda não está escrito”, revela o manifesto do movimento, que recentemente recebeu a adesão da escritora premiada Ana Maria Machado, eleita secretária geral da Academia Brasileira de Letras, e já contava com autores como Frei Beto, Marina Colasanti e Marisa Lajolo. Iniciativa do Instituto C&A, a campanha pela promoção da literatura no Brasil foi lançada oficialmente em junho de 2009, na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece todos os anos na cidade fluminense. Além do Centro de Cultura Luiz Freire, também faz parte da articulação do movimento a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Instituto Ecofuturo e a Associação Casa Azul, organizadora da Flip.

De acordo com Cida, é necessário investir em políticas públicas que ampliem o acesso aos livros. Baratear o custo das obras e aumentar o número de bibliotecas seria ações essenciais. O preço do livro “Tieta do Agreste”, por exemplo, custa aproximadamente R$ 70 em livrarias paulistas, quase 14% do salário mínimo brasileiro, os atuais R$ 510. A obra de Jorge Amado custaria mais barato se fosse comprada fora do país. Em La Paz, capital da Bolívia, sairia pelo equivalente a R$ 61. “Se tem acesso desde pequeno, vai gostar da literatura. Não tem acesso, por isso o sujeito não conheceu e não criou o hábito”, disse ela. A pesquisa do Instituto Pró-Livro sugere que a maior influência para a formação do hábito da leitura vem da família, o que explica o fato de 63% dos não leitores informarem nunca ter visto os pais lendo. Assim, além de ampliar o acesso ao livro, seria necessário investir na formação de leitores. Segundo Cida, há um problema cultural da não leitura, decorrência da falta de valorização do livro.

Fonte: Blog do Galeno

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