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Bom-crioulo de Adolfo Caminha ganha reedição e crítica pelo Armazém da Cultura

Primeira obra literária brasileira a tratar abertamente o tema do homossexualismo, Bom-Crioulo, escrito em linguagem crua, foi duramente criticado devido à descrição de cenas luxuriantes e lascivas, inaceitáveis para a moral dominante à época.

O autor Adolfo Caminha, cearense de Aracati, denunciou vigorosamente os castigos corporais a que eram submetidos, por indisciplina, os marinheiros engajados na Armada Imperial do Brasil. Originários das camadas mais humildes da sociedade brasileira de então (ex-escravos, brancos pobres e desenraizados de toda espécie), vindos dos mais diversos rincões do Império, esses marinheiros eram tratados com arrogância e desprezo pela oficialidade (proveniente da aristocracia rural) ciosa de suas tradições européias. É em meio a esse cenário que se dá a tragédia do marinheiro negro Amaro (o Bom-Crioulo do título) com seu amor patológico por um camarada de armas, o jovem e branco grumete, Aleixo.

Adolfo Caminha foi implacável na crítica à sociedade e a valores balizados pelo preconceito e o racismo, ao criar um anti-herói, negro, homossexual e insubmisso.

Autor e obra são, em seguida, analisados pelo escritor e psiquiatra Cleto Pontes em brilhante e original ensaio, intitulado Vida e morte em Adolfo Caminha, escrito especialmente para essa reedição do polêmico livro do escritor cearense, falecido em 1897, no Rio de Janeiro.

                  

Serviço:

Data:  7 de dezembro de 2011, às 19 horas
Local: Livraria Cultura
Av. Dom Luis, 1010, Ljs. 8,9 e 10.
Fone: (85) 4008.0800
Editora: Armazém da Cultura
Preço de capa: R$ 25,00
ISBN: 978-85-63171-24-5
Fone: (85) 3224.9780

 

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