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Autores brasileiros querem derrubar estereótipo

No imaginário do europeu, o Brasil é cada vez mais associado à ideia de uma
jovem democracia em franco desenvolvimento, de uma nova fronteira econômica. As
velhas concepções sobre a nação do carnaval, do samba, do futebol, entretanto,
ainda têm força descomunal quando se fala de cultura. Na literatura, esses
estereótipos se revelam na expectativa do público, ainda em busca de autores que
falem de “temas brasileiros” e exóticos, como a pobreza extrema, a violência, as
contradições sociais.

 

Para os jovens escritores que se lançam no exterior, é um desafio provar ao
leitor que há uma literatura universalista no País.

Este é de certa forma o objetivo de seis escritores convidados pelo Itamaraty
e pela Fundação Biblioteca Nacional a representar o Brasil no Salão do Livro de
Paris de 2012, em curso neste momento na capital.

 

Depois de dois anos longe da feira, um dos maiores eventos culturais da
Europa, o País tenta atrair atenções para sua literatura, sugerindo ao leitor
europeu que sua produção vai além dos best-sellers de Paulo Coelho e dos
clássicos de Machado de Assis e Clarice Lispector.

 

“A ideia é que marquemos presença, que a nossa literatura saia de seu
cantinho e mostre que fala para todo mundo, que não é só pitoresca; é também
universal”, explica Simone Dias, chefe do setor cultural da embaixada em Paris e
uma das articuladoras da volta do Brasil ao salão.

 

No estande do País, bem situado e de porte, com 90 metros quadrados – tamanho
acima da média da feira -, Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Arthur Dapieve, João
Carrascoza, Maria Valéria Rezende e Tatiana Salem Levy terão a missão de
representar a nova geração de autores. A ideia é estimular o diálogo com o
público leitor francês, em um contato direto que desperte a curiosidade pela
língua e pela literatura produzida hoje no Brasil.

Fonte :Estadão

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