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Armazém da Cultura reedita Clássicos Nordestinos

Em um mundo cada vez mais globalizado, torna-se imperioso refletir e discutir as peculiaridades da história e da cultura locais,  para que haja a devida afirmação e o consequente reconhecimento das diferenças e singularidades de cada povo.
Coleção Nordestes, ora apresentada ao leitor, ao promover a reedição de obras esgotadas e de difícil acesso, além da importância de reflexão da cultura nordestina, representa um passo fundamental nessa direção.
Atualmente, diversas são as ações governamentais e/ou não governamentais no sentido de reconhecer a cultura como necessidade básica, direito de todos os brasileiros. Para tanto, é preciso resgatar a identidade cultural desse povo, trazer à tona o nosso patrimônio literário, preservá-lo, democratizar o seu acesso ao maior número de pessoas.
Baseado nisso, o Instituto Aba-Yby HomemTerra, organização não governamental que há algum tempo vem inserindo ações de mobilização social no sentido de desenvolver a cultura por meio de atividades de criação e artes, programas de incentivo à leitura e de fomento ao livro e apoio às pesquisas de campo em caráter cultural, com o apoio valioso do Banco do Nordeste/ETENE, desenvolveu oprojeto de publicação da Coleção Nordestes, a princípio composta por quatro títulos, representando, respectivamente, os estados Ceará, Maranhão, Alagoas e Sergipe:
Fortaleza Velha, de João Nogueira, cuja edição príncipe, póstuma, é de 1954. Uma compilação de 28 crônicas, publicadas em períodos distintos, entre 1921 a 1943, versando sobre diversos aspectos de uma cidade que desaparecia aos olhos do autor e de seus contemporâneos;
Brasil e Oceania, resultado de uma monografia de estudos comparativos entre os indígenas brasileiros e os povos da Oceania, de Gonçalves Dias, resposta à demanda de D. Pedro II ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, do qual o autor fazia parte. A sua primeira edição é póstuma, a partir do material coligido por seu amigo e biógrafo, Antônio Henriques Leal, em 1869.
Traços e Troças: crônica vermelha (leitura quente), obra cuja autoria é atribuída ao jornalista e abolicionista Pedro Nolasco Maciel, publicada, pela primeira vez, em 1899, sem indicação da tipografia e sem o nome de seu autor. Um retrato de Maceió pintado com as cores ficcionais, entretanto, com personagens bem reais. Segundo Moacir Medeiros de Sant’Ana, Nolasco pode ser considerado o precursor dos romances de costumes alagoanos.
Contos Populares do Brasil, de Silvio Romero, fruto de extensa pesquisa do autor em diferentes regiões brasileiras. Teve a sua primeira edição em 1885, em Portugal. Trata-se de uma seleção de contos da tradição popular, boa parte transmitida e preservada oralmente, de origens e autores distintos ou mesmo desconhecidos, registros da fusão e relacionamento de variadas etnias e culturas que dão forma ao povo brasileiro. A edição traz notas de Luís da Câmara Cascudo.
Assim, não há o porquê de nos estendermos. As obras e os autores falam por si. Entretanto, não podemos dispensar os nossos agradecimentos à equipe do Armazém da Cultura, na pessoa de Albanisa Dummar, parceira deste projeto, pelo apuro e cuidado editorial a ele devotado.
Esperamos que as referidas obras ganhem vida nas mãos de seus futuros leitores, se multipliquem e corram como o vento por todo o espaço colorido que adorna os céus, os mares e os pensamentos fartos de encantos e belezas de nosso amado povo nordestino.
Raymundo Netto
Organizador da Coleção Nordestes

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